Ele me informou que ela o coloca para cima só para depois colocá-lo para baixo. Sente prazer nesse masoquismo-romântico.
Ele me disse que ela o cura só para depois matá-lo aos poucos.
Ele me contou que ela dá uma cruzada de pernas estilo Sharon Stone só para depois vê-lo de membro ereto. Tudo para fazê-lo broxar.
Ele fofocou entre a vizinhança que ela o beijava só para depois dar para o amigo do bairro.
Ele, em segredos, disse-me que ela pegava o coração dele com a mesma indiferença e frieza que o garçom carrega a bandeja. Só para depois esmagar seu coração falido e fodido.
Ele, no desespero do amor bagaceiro de final de novela, revelou-me que ela o ajudava a viver para ter o prazer de vê-lo declinar.
Ele pensava alto (e sem querer me disse) sobre como ela era uma Dona Florinda pós-moderna com bumbum siliconado.
Ele não teve coragem de me dizer, mas ela enganava-o. Ela era menos que um sonho surreal estilo David Lynch.
Ela mata cinematograficamente, com o corpo compassado. Pulp Fiction desejado.
Eu acho ela um tesão e nas ruas a acham puta, meretriz, interesseira e fingida. Só por que ela gosta de dar. E de dar com prazer. O que é isso moças, não se reprimam.
Falta de ilusão
Há 4 semanas