Não leia o manual de instruções: basta tentar viajar comigo para entender o funcionamento. Não peça permissão para entrar. Dê um chute na porta e entre sem permissão. Invada os espaços proibidos e abandonados. Arrisque mais. Não tente analisar minhas peças e explicar racionalmente a minha carcaça e seu fundo de garrafa, coloque tudo dentro de uma garrafa de Gim e beba até o último gole. Se for me vomitar, de exclusividade aos meus sentimentos pequenos. Não tente me encaixar no padrão, definir o perfil e assinar a papelada: invente uma hora qualquer, pegue um trem, me aguarde no último andar que eu vou pular do céu roxo em direção aos seus braços. Que se foda a moral da sociedade e seus costumes, vamos construir castelinhos de areia e viver como nos contos medievais. Quebre os relógios e não aceitarei que voltes antes que viremos abóbora, o tempo nos deixou de lado e poderemos viver sem rugas e cabelos brancos. Não delimite as estações, podemos criar nossos verões e invernos, basta querermos estar um NO outro. Conquistamos o direito de cantar desafinado e enquanto nossa música for audível para nós conseguiremos caminhar e fazer uma história em quadrinhos. Final de filme e não precisamos ler em letras garrafais: THE END. O chão está cheio de cacos de vidro e não sentimos nada por estarmos à frente de tudo. Anunciam nossa missa de sétimo dia e ninguém sabe de fato que estamos saindo daqui para um paraíso surreal chamado de nosso mundo sem título.
Falta de ilusão
Há 4 semanas